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Dicas de Nutrição

ATENÇÃO: As informações sobre alimentação e saúde contidas neste site são fornecidas somente para fins educativos e não pretendem substituir, de forma alguma, as discussões estabelecida entre médico e paciente.

 

1) Dieta! Ração Humana

2) O poder dos grãos na alimentação

3) Quinua

 

1) Dieta! Ração humana

A ração humana é um composto com diferentes tipos de ingredientes ricos em fibra. Controla colesterol e triglicérides, aumenta a resistência orgânica, regula o intestino e ajuda na desintoxicação do organismo.

A utilização da ração humana auxilia no emagrecimento, pois tem a função de estabilização do sistema digestivo, acelera o metabolismo, estimula a digestão, desintoxica o corpo, sacia a fome, nutre, regula o intestino e inibe a absorção de gorduras pelo organismo.

É importante destacar que a ração humana tem o efeito de perda de peso, desde que, pelo menos uma das refeições seja substituída pela ração.

Ingredientes:


Linhaça - É rica em ácidos graxos Ômega 3, sais minerais e vitaminas. Auxilia na regularização do intestino, tem ação antiinflamatória, aumenta a atividade do sistema imunológico, além de possuir uma substância que protege contra tumores de mamas, ovários e próstata. Tem efeito antiespasmódico, analgésico, antiinflamatório do aparelho gastrointestinal, combatendo gastrite e duodenite.

Quinua - possui grande concentração de proteína, contém 16 tipos de aminoácidos essenciais, ou seja, os que não são produzidos pelo corpo humano, zinco e ferro. Por conta disso, a quinoa tem ação cicatrizante, analgésica e antiinflatória. Tem alto teor de fibras, o que favorece o funcionamento do intestino, afastando o incômodo da prisão de ventre, além de ajudar a emagrecer, pois prolonga a saciedade. Magnésio, potássio e manganês são outros minerais presentes na quinoa, que também possui vitaminas que controlam diversas funções do nosso metabolismo, como as vitaminas B1, B2, B3, D e E, ainda possui ômega 3 e ômega 6.

Gelatina em Pó - Colágeno Enrijece os tecidos da pele, previne o aparecimento de rugas, combate a flacidez e a celulite. Fortalece unhas, cabelos e hidrata a pele, dando-lhe maior resistência, mais espessura, crescimento e brilho. Fornece aminoácidos fundamentais para a manutenção dos ossos e a reconstituição ou regeneração de algumas articulações. Combate a queda de cabelo.

Fibra de trigo - Ajuda os movimentos naturais do intestino, combate a prisão de ventre e favorece a eliminação de toxinas dos órgãos de digestão e excreção. As fibras são muito importantes também na prevenção de hemorróidas, câncer e obesidade. Ajudam a baixar os níveis de colesterol e estabilizam níveis de açúcar no sangue.

Farelo de aveia - É essencial ao crescimento humano, fortificando o músculo cardíaco, regulando o sistema nervoso e fortalecendo a pele e os cabelos. Por isso ela é tão utilizada em produtos de beleza. A aveia auxilia no combate ao colesterol. Contém uma espécie de goma que envolve as moléculas gordurosas, dificultando a absorção destas pelo organismo.

Leite de Soja - É rico em proteínas, vitaminas, sais minerais e lecitina, que tonifica o sistema nervoso, regulariza a pressão. Ele também contém um hormônio natural vegetal que age no organismo como estrogênio, ajudando na redução de sintomas associados com a menopausa. Auxilia também na redução de colesterol, na prevenção e tratamento de muitos tipos de câncer; fornecendo ao organismo a quantidade adequada de proteínas, carboidratos, vitamina E, vitaminas do complexo B e Ômega.

Açúcar mascavo - Extraído da cana-de-açúcar, não passa por processo de refinamento, mantendo assim as vitaminas e sais minerais do caldo da cana. Tem coloração marrom e sabor de rapadura moída. Rico em cálcio, ferro, potássio, magnésio, fósforo e diversas vitaminas que não são encontradas no açúcar refinado. É importante lembrar que o açúcar mascavo não é aconselhável para diabéticos.

Gergelim - Alimento muito rico em cálcio e fósforo. O gergelim possui em sua composição óleo de ótima qualidade biológica, proteínas, lecitina, vitaminas A, E, B1, B2, niacina e minerais. Possui muitas fibras, cálcio e ferro, constituindo-se num ótimo complemento alimentar. Tonifica os nervos, combate dores reumáticas, tumores, acido úrico, memória fraca, hemorróidas, gastrites, ulcera, prisão de ventre, pressão alta. É um excelente repositor de cálcio.

Gérmen de Trigo - Contém vitaminas dos grupos A, B, D, F, K e principalmente a vitamina E, que regenera os tecidos. Combate a menstruação irregular, dificuldades de crescimento e desenvolvimento, fraqueza muscular e infecções. Combate também doenças reumáticas, como a ciática, torcicolo, reumatismo muscular e nervoso, doenças cardíacas e circulatórias.

Levedo de Cerveja - É um suplemento alimentar rico, pois nele se encontram cerca de 17 vitaminas, 16 aminoácidos, 18 minerais. É a maior fonte natural de vitaminas do complexo B, ajuda o fígado no trabalho de desintoxicação do organismo, protege a flora intestinal, anemia, fadiga, reumatismo, artrite, gota, neurites, furunculose, celulite, obesidade, arteriosclerose, nevralgias, resfriados. Tônico para nervos aumenta a resistência física, embeleza a pele e tem ação antiinfecciosa e desintoxicante.

Guaraná em Pó - Previne arteriosclerose, favorece a memória. Eficaz nos esgotamento físico e mental.

 

Clique aqui e confira o modo de fazer a Ração Humana.

 

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2) O poder dos grãos na alimentação

Fonte: http://g1.globo.com/globoreporter/0,,LS0-16627-72586,00.html
Globo Repórter - 03/07/09 - 22h11

 

Feijão-branco emagrece e ajuda a evitar diabetes

A proteína presente no grão inibe o processo de digestão do carboidrato e retarda a absorção de açúcares no sangue.

Não há mais como separar a boa comida da comida saudável. Em um laboratório de nutrição e pesquisa no Rio Grande do Sul, os futuros chefes de cozinha e nutricionistas se revezam para criar pratos mais bonitos, gostosos e saudáveis.

Os feijões, de uma maneira geral, têm em torno de 20% de proteína. É uma grande quantidade”, explica a nutricionista Renata Ramos, da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos).

“O feijão-branco ajuda a emagrecer, porque ele tem uma proteína de reserva. Não só o feijão-branco, os feijões todos têm, mas o feijão-branco é o mais utilizado para isso, para este fim. Ele tem uma proteína chamada faseolamina, e essa proteína é inibidora do processo de digestão do carboidrato. Então, ela retarda, inibe essa absorção de açúcares no sangue”, aponta a nutricionista.

Mas isso só acontece no nosso organismo, se ele for ingerido na forma de farinha, uma espécie de extrato de feijão-branco que é bem fácil de fazer em casa.

Depois de ser lavado normalmente, é preciso secar bem o feijão: no sol ou sobre o papel toalha. Nunca no forno. Porque, segundo Renata Ramos, o feijão só tem efeito emagrecedor se não for cozido. Mas atenção: como pode ser tóxico, o feijão só deve ser consumido cru em quantidades mínimas.

Depois, é só triturar no liquidificador e peneirar. Se quiser a farinha bem fininha, pode passar também no processador. É bom fazer em pequenas quantidades que para o extrato não fique velho e deixe de fazer o efeito desejado.

O efeito da farinha de feijão funciona assim: quando consumimos um prato cheio de macarrão, de 200 gramas, é como se tivéssemos consumido uma porção menor, de 160 gramas. Mas para isto acontecer, meia hora antes das refeições, é preciso ingerir uma colher pequena, rasa, de farinha de feijão diluída em água. É essa mistura que vai garantir que parte do carboidrato dessa refeição, cerca de 20%, não seja absorvida pelo nosso organismo.
O estudo mais recente que comprova que a farinha de feijão ajuda a emagrecer foi feito pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ao todo, 50 adultos obesos fizeram uma dieta saudável, mas apenas metade recebeu farinha de feijão antes das refeições. A outra parte, sem saber, recebeu farinha sem efeito.

Depois de oito semanas, quem ingeriu o extrato de feijão-branco estava, em média, 1,7kg mais magro e com o nível de triglicerídeos três vezes menor do que os que receberam só o placebo.

Mas outros estudos registram perdas de peso de até 4% em apenas 30 dias. O bom é que, além de emagrecer, o extrato de feijão-branco também ajuda a prevenir o diabetes.

ATENÇÃO

A receita é uma colher rasinha em um copo d’água, duas vezes por dia, porque são duas refeições principais. “Não adianta consumir mais, porque não vai emagrecer mais. Você tem que comer é em torno de um grama por dia. Então, você pode pesar um grama e comer isso durante o dia”, sugere a nutricionista Renata Ramos.

“Se a pessoa consumir mais, ela pode ter diarréia, como efeito colateral. Ela pode ter problemas intestinais e náuseas. Então, ela tem que ter muito cuidado na hora de ingerir este extrato de feijão cru. Consumindo mais de um grama por dia, os efeitos são negativos”, alerta a pesquisadora.

No laboratório da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), a ordem é não desperdiçar. O farelo que sobra na peneira quando se prepara a farinha de feijão também é utilizado.

O chef de cozinha Alexandre Bagio, da Unisinos, criou misturas saborosas. Quando faz pão, ele coloca água, fermento, sal, açúcar e a novidade: ele substitui um terço da farinha de trigo pela farinha de feijão.

“É um pão que realmente tem uma quantidade maior de proteínas e de fibras, quando você coloca essa farinha de feijão”, afirma a nutricionista Renata Ramos.

“Acrescido a isso, você tem o sabor e a textura que ele vai ganhar também. Ele ficou mais saboroso”, aposta Alexandre Bagio. “Ficou também mais saudável”, completa Renata.

O chefe de cozinha mostra ainda uma versão da nossa conhecida salada de feijão-branco que também ajuda a não engordar, só porque se come fria.

“Eu coloquei na salada o feijão-branco que é a base. Depois, entrou um molho vinagrete, com cebola, tomate, pimentão verde, salsão e um molho vinagrete de limão, com azeite de oliva, sal e pimenta do reino”, ensina o chefe.

“O interessante é que, quando a gente come feijão-branco frio, ele muda um pouco a sua composição. Ele, então, engorda menos. Quer dizer, se eu comer dessa maneira, frio, eu vou engordar menos do que se comer ele sob forma de uma feijoada, por exemplo”, diz a nutricionista.

 


Feijão preferido dos nordestinos ajuda a baixar o colesterol

Conhecido como feijão-caupi, feijão-de-corda ou feijão-fradinho, “O nome cientifico dele é vigna unguiculata, mas pode ser conhecido como feijão-caupi, feijão-de-corda, feijão-fradinho. Tem nome para todo gosto”, explica a nutricionista Karoline Frota, da Universidade de São Paulo (USP), ele é rico em fibras e tem uma proteína capaz de reverter a deposição de gordura no fígado.
"Descobri que o feijão-de-corda baixa o colesterol", afirma a nutricionista Karoline Frota que está estudando as propriedades do feijão-de-corda na saúde, no laboratório da USP.

A pesquisa começou em 2007, no Laboratório de Nutrição Aplicada da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Como outros tipos de feijão, o caupi também é rico em fibras, ferro e vitaminas, mas Karoline queria saber se a proteína que ele contém tinha o poder de reduzir o colesterol. Por isso, ela teve um trabalhão para extrair a vicilina, a proteína do feijão.

A nutricionista queria testar três dietas: uma normal, outra com os grãos triturados e uma terceira só com a proteína do feijão isolada.

Ela escolheu hamsters, cheios de gordura no sangue, para fazer o teste. "Nós escolhemos hamsters por causa do metabolismo do colesterol que é muito parecido com o metabolismo dos seres humanos", justifica a pesquisadora.

O problema é igual nesses animais e em todos nós. A alimentação rica em gordura saturada aumenta os níveis de colesterol no sangue. Depósitos gordurosos vão se formando nas artérias e no fígado que, sobrecarregado, começa a trabalhar mal na limpeza do organismo. Só temos um fígado e um coração, e acúmulo de gordura neles pode ser fatal.

Como a maioria dos grãos, todos os feijões ajudam a reduzir o colesterol, mas o resultado da dieta com o feijão-de-corda integral foi excelente.

Nos animais, alimentados com a proteína do feijão-de-corda isolada, a redução do colesterol total no sangue foi de 22%. É maior ainda naqueles que comeram os grãos triturados, o que a pesquisadora chama de feijão integral. Nesse caso, o colesterol despencou 54%.

“Além da proteína, ele tem outros componentes que vão somar nesse efeito redutor de colesterol”, ressalta a pesquisadora. “Com certeza, a fibra do feijão integral ajuda também", aponta.

A pesquisadora teve mais uma ótima surpresa ao analisar os fígados dos animais que antes da dieta estavam cheios de gordura.

"O fígado do grupo que recebeu o feijão integral e a proteína isolada ficou bem limpo. Essa proteína foi capaz de reverter a deposição de gordura no fígado, porque a gente observou, pelas laminas, que os depósitos desapareceram no final do estudo", diz a nutricionista.

Para conseguir um resultado tão bom assim, seria preciso comer muito feijão, umas seis conchas por dia. Por isso, os pesquisadores querem investir na proteína isolada que poderia ser acrescentada em vários produtos pela indústria de alimentos. O isolado de proteína será usado na próxima etapa da pesquisa com pacientes de colesterol alto. Até lá, vale a pena incorporar o feijão-de-corda a dieta.

"O consumo de feijão vem caindo muito nos dias de hoje. As pessoas estão ingerindo muito a salada, reduzindo o carboidrato e o feijão que é fonte de proteína. É importante manter esse consumo de feijão. E para as regiões que não tem esse habito de consumir o feijão-de-corda tem que estimular por esse efeito de reduzir o colesterol", aponta a pesquisadora da USP.

Mas é preciso lembrar também da alimentação balanceada e dos exercícios. Não vale encher a panela de manteiga e carne gorda. O preparo do feijão tem que ser light de verdade.

 

Cozinhar a vácuo mantém nutrientes dos grãos

Assim, é possível potencializar a qualidade e aproveitar bem todas as propriedades do alimento. Pelo método tradicional, na panela, os nutrientes são perdidos na água.

Se os grãos estão ganhando cada vez mais espaço na nossa alimentação, qual é a melhor maneira de consumi-los?
Pesquisadores do Rio Grande do Sul estão em busca dessa fórmula. E um segredo já foi descoberto: na hora de cozinhar, menos água significa mais saúde.

"Eu coloco um pingo de azeite, um pouquinho de sal, um pouquinho de pimenta e manjericão. Fica uma delícia", garante a nutricionista Isabel Machado, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Os ingredientes são misturados em sacos plásticos especiais. É o chamado cozimento a vácuo, uma forma de potencializar a qualidade do grão e aproveitar bem todas as propriedades do alimento. Essa é uma alternativa para garantir o máximo possível os nutrientes e que pode ser feita em casa de um jeito bem simples. Basta usar papel-alumínio ou então papel-manteiga no lugar da panela.

"Vamos preparar uma lentilha. Claro que não vai ser aquela lentilha ensopada, com grande quantidade de líquido. Mas fica muito bem para se comer. A quantidade de lentilha é a mesma que você usa na panela", diz a pesquisadora.

Cada um mistura e tempera do jeito que mais gosta. Isabel coloca um pouquinho de cenoura, pimentão, um pouco sal, azeite e caldo de legumes. Mas também pode se usar água. O líquido fica na altura do alimento.
“Em seguida, a gente fecha o papel-alumínio em um pacotinho. Faz como se fosse um pacote. Tem que ser bem fechado, para que o líquido crie o vaporzinho. Não pode estar furado. Tem que ficar bem fechadinho, sem pingar. Em seguida, vai para o forno, o mais baixo possível", explica a nutricionista.

Na mesma leva, eles preparam ainda um papelote de arroz integral e outro de ervilha e só um pouquinho de caldo, pois, quando o ingrediente é úmido, não requer muito liquido. O tempo de forno neste tipo de cozimento é maior: cerca de 45 a 50 minutos.

"Dá para observar bem a diferença na cor da lentilha e no aroma que está saindo da própria lentilha e do tempero que a gente colocou. “Nessas condições, a gente acaba redescobrindo os sabores e os aromas”, aponta.

"Agora é a hora em que a gente pode mostrar a qualidade do cozimento dessa ervilha. E é a clorofila que permite mostrar. Se fosse cozida na panela com água, a ervilha estaria mais fraca. Toda a cor que a ervilha tem se perde na água, e nós jogamos fora e não consumimos. Da forma que nós fazemos, com o papel alumínio, a gente consome o nutriente, porque ele fica dentro do produto. O pigmento do produto é um antioxidante, que evita envelhecimento, protege contra as doenças degenerativas, como o câncer", esclarece Denize.

Na hora de provar, se tem a certeza de que nem tudo o que faz bem para a saúde é sem graça.

"Eu não preciso de tanto sal. Nos métodos tradicionais, a gente perde o líquido e o sabor. Então, a gente acrescenta sal e outros condimentos”, explica a nutricionista Isabel Machado, da Unisinos.

“Eu aconselharia esse método para as pessoas cozinharem em casa. O saquinho é uma forma muito nutritiva de cozinhar. A desvantagem de se cozinhar na panela é a quantidade de água e de calor que se coloca. Dessa forma, a gente controla mais. O calor é menor. Então, a gente preserva muito mais os nutrientes", aponta a nutricionista Denize Ziegler.

 


Amaranto é receita para perder peso e baixar o colesterol

Conhecido como o feijão dos Andes, o amaranto também reduz os níveis do colesterol total do sangue. E a farinha pode ser usada em inúmeras receitas sem comprometer o sabor.
José Carlos Sphear é o pioneiro na pesquisa do amaranto, que ele chama de feijão dos Andes. O grão tem duas vezes mais proteínas do que o trigo comum. E essas qualidades convenceram o professor a buscar sementes fora do país para plantar no Cerrado.

A campanha pelo uso do amaranto ganhou adeptos em instituições do país inteiro que se dedicam a estudar as propriedades do grão. Na Universidade de São Paulo (USP), os pesquisadores já desenvolveram mais de 30 receitas usando a farinha de amaranto.
O professor José Arêas, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), também se rendeu às propriedades do pequeno grão.

“Ele tem uma quantidade maior de proteína de alto valor biológico e também uma grande quantidade de cálcio de ferro e de zinco. Além disso, possui uma quantidade de fibra bastante alta”.

Os pesquisadores da Faculdade de Nutrição da USP foram mais longe: conseguiram comprovar em um estudo feito com hamsters, durante dois meses em 2005, que o amaranto reduz os níveis do colesterol total do sangue, ou seja, a gordura que vai formar placas nas veias e artérias.

"A dieta que continha amaranto fez com que esse colesterol despencasse realmente. Todos os colesteróis ruins foram para baixo, e os colesteróis bons foram relativamente mantidos. As proteínas do amaranto são as grandes responsáveis por essa redução. A partir daí, a gente começou a estudar quais seriam os mecanismos envolvidos", aponta o professor.

Leda Nogueira e Ivone Nunes sentiram na pele, ou melhor, no sangue, o que o laboratório havia testado. As caminhadas pelo calçadão de Vila Velha, no Espírito Santo, foram apenas parte da rotina para melhorar a saúde.

Ivone é administradora de empresas e, há três anos, descobriu que tinha problemas com colesterol alto. Registrava 246, no total. Leda é professora e chegou a 187 de colesterol. As duas corriam risco de desenvolver doenças no coração.

A saúde de Leda e Ivone começou a melhorar pelo cardápio. Elas passaram a comer biscoitos de amaranto todos os dias antes do almoço. Foram apenas duas semanas de experiência, sem mudança no estilo de vida e sem dieta. E os resultados foram impressionantes.

Foram recomendados até cinco biscoitos por dia de farinha de amaranto para Ivone e Leda.

"É um biscoito muito gostoso. A única coisa ruim da pesquisa é ficar restrito a comer só cinco durante o dia", comenta a pedagoga Leda Nogueira.

"Lembra um pouquinho o biscoitinho de aveia. Acho que por causa das fibras que tem", diz a administradora Ivone Nunes.

Tudo começou no Complexo de Atividades Biopráticas, do Centro Universitário de Vila Velha (UVV). Leda e Ivone estavam no grupo de 20 voluntários que participaram da pesquisa com a nutricionista Danielle Mohallem Pessanha, sob a orientação da professora Angela Ghizi. Metade do grupo recebeu, sem saber, biscoitos de aveia. E a outra comeu os de amaranto.

"Baixou em 16% o colesterol dos voluntários. E o mais gratificante e interessante é que o período da pesquisa foi de duas semanas. Quer dizer, baixou 16% em um período muito curto", afirma a nutricionista Danielle.

E não foi só: o resultado trouxe uma surpresa.

"Quando eu chegava em casa, não sentia aquela fome à noite. Eu percebi que, durante essas duas semanas, não sentia fome à noite", conta a administradora Ivone Nunes. "O biscoito tirou essa fome noturna. Eu não sentia mais essa necessidade”, concorda Leda.

"No total, 67% de voluntários relataram que, à noite, eles não sentiam fome por conta da ingestão desse cookie", alega a nutricionista Danielle.

É difícil acreditar que essa sensação de saciedade venha de um grão tão minúsculo. Mas o amaranto é poderoso e vira até pipoca. É que o grão fica melhor e mais fácil de usar quando é estourado.

"É mais interessante fazer a pipoca, porque, quando moemos, fica uma farinha mais fininha e mais nutritiva", aponta a nutricionista Bruna Menegassi, da USP.

O amaranto quase não tem gosto. E talvez essa seja uma grande qualidade, pois a farinha pode ser usada em inúmeras misturas sem comprometer o sabor e adicionando todas as boas propriedades ao alimento.

Além da pipoca, há um número sem fim de receitas feitas com o grão andino. Algumas com 20%, outras com 30% de farinha de amaranto. O bolo de banana é top de linha. Mas existem cookies, sequilhos, paçoquinha.

"A gente está testando e tentando aumentar os níveis de amaranto na paçoca. Nessas preparações, além de incluir esse alimento diferente, a gente aumenta o teor de fibras e de proteínas", explica a química Rosana Soares, da USP.

 

Especialista alerta: é hora de consumir alimentos mais integrais

Quando os carboidratos são ingeridos na forma de grãos integrais, o estímulo à produção de insulina é muito menor, o que diminui o risco de se desenvolver o diabetes.
Se há muito tempo os cereais e os grãos, em geral, vêm sendo considerados importantes na nossa alimentação, hoje os especialistas cada vez mais recomendam que se dê preferência aos integrais.
“O consumo de grãos integrais, desde que adequadamente preparados, é importante, porque o consumo de grãos permite absorção de alguns nutrientes de forma mais adequada. Por exemplo, carboidratos são absorvidos mais lentamente, assim como alguns minerais são afetados por esse processo todo de digestão mais lenta do carboidrato. Com isso, você tem uma alimentação um pouco melhor e um pouco mais adequada”, explica José Gomes Arêas, doutor em ciência dos alimentos pela Universidade de São Paulo (USP).

Ao todo, 50% da quantidade de calorias que nosso corpo precisa devem ser compostos de carboidratos. Quando eles são ingeridos na forma de grãos integrais, o estímulo à produção de insulina no nosso organismo é muito menor. O que é benéfico, pois, quanto mais insulina nosso pâncreas produz, maior é o risco de se desenvolver o diabetes.

“Foi uma evolução da vida moderna começar a trocar esses grãos pelas farinhas e pelos alimentos mais processados. Agora, se vê a consequência e se preconiza uma volta a produtos um pouco mais integrais. Não é erro, porque todas as vezes que aconteceram mudanças na alimentação elas resultaram em uma maior longevidade para as pessoas”, ressalta José Gomes Arêas.

“As pessoas passaram a ter mais energia para a sobrevivência e começaram a crescer melhor. Então, a saúde foi melhorada no primeiro aspecto. Agora, com essa longevidade que a humanidade atingiu, doenças que antes não existiam passaram a ocorrer. E um pouco dessas doenças é agravado principalmente pelo consumo dos produtos muito purificado“, declara o doutor em ciência dos alimentos pela USP.

“É hora de olhar para trás e voltar a consumir coisas um pouco mais integrais. Integral não quer dizer cru, não necessariamente, porque muitos alimentos crus, mesmo sendo integrais, podem ter componentes que são até tóxicos ou que influem negativamente no seu metabolismo. O caso do feijão é bastante conhecido. O feijão precisa ser cozido por um tempo razoável para poder se inibir todos esses componentes que a gente chama de antinutricionais”, afirma o doutor José Gomes Arêas.

Veja como preparar receitas com grãos

Clique aqui e confira o passo a passo das receitas que foram ao ar no programa "Grãos na alimentação" no Globo Repórter.
 


 

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3) QUINUA ou (QUINOA)
O Alimento do Momento
 

Quinua: Características e Usos

Para os Incas uma planta sagrada. Para o homem moderno, uma alternativa alimentar altamente nutricional, ecologicamente viável. Esta é a quinua (ou quinoa), um vegetal cultivado nas regiões andinas há pelo menos cinco mil anos, e que continua a ser produzido principalmente na Bolívia, que é o maior produtor mundial.
A Quinua contém mais proteínas que qualquer outro grão, acima de 20% na variedade Quinua Real; contra 7,5% de arroz e 14% do trigo. Segundo o FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) a quinua é um dos poucos vegetais completos, por apresentar um balanço de aminoácidos adequado à nutrição humana.

Rica e Balanceada

Entre as propriedades nutricionais, a quinoa, apesar de ser um cereal, não contém glúten (que em excesso pode causar problemas intestinais e digestivos) e possui grande concentração de proteína, contém 16 tipos de aminoácidos essenciais, ou seja, os que não são produzidos pelo corpo humano, zinco e ferro. Por conta disso, a quinoa tem ação cicatrizante, analgésica e antiinflatória.

As vantagens não param por aí. A quinoa também possui alto teor de fibras, o que favorece o funcionamento do intestino, afastando o incômodo da prisão de ventre, além de ajudar a emagrecer, pois prolonga a saciedade. Magnésio, potássio e manganês são outros minerais presentes na quinoa, que também possui vitaminas que controlam diversas funções do nosso metabolismo, como as vitaminas B1, B2, B3, D e E.

Além de suas proteínas únicas a quinua também fornece, fécula, açucares, óleos ricos em ácidos linoleicos.

Indicações

Qualquer pessoa pode consumir a quinoa, mas por ser tão rica em proteínas, além de recomendada para vegetarianos, ela também é indicada para pessoas com hipersensibilidade ao leite e às pessoas portadoras de doença celíaca (que não podem consumir alimentos com glúten, ou seja, os que possuem cevada, aveia, trigo e centeio). Idosos também devem consumir quinoa, já que ela estimula o fortalecimento da imunidade fisiológica. Por possuir ômega 3 e ômega 6, a quinoa é recomendada para pessoas portadoras de psoríase (doença auto-imune crônica de pele) e para atletas, antes e depois dos treinos.

Versátil

A Quinua pode substituir quase qualquer outro grão em quase qualquer receita. Tem um gosto delicioso e pode sr usado para preparar desde pratos principais até saladas.

Preparo

Você deve estar se perguntando: e o sabor é agradável? A quinoa tem sabor suave, quase neutro, e pode ser servida tanto como ingrediente de alimentos doces quanto salgado. A quinoa pode complementar a salada, pode fazer parte de receitas de doces ou acompanhar carnes e massas.

Incluir a quinoa na sua alimentação pode trazer muitos benefícios. Se aventure no sabor da quinoa e veja o que pode trazer de bom para você e sua família.

Veja as receitas com quinua (quinoa).